O Brasil é um dos maiores mercados financeiros da América Latina, com um ecossistema de pagamentos que movimenta bilhões de reais diariamente. O Pix, o sistema de pagamentos instantâneos do país, tornou-se um dos trilhos de pagamento em tempo real mais amplamente adotados do mundo, processando centenas de milhões de transações por mês.
À medida que a infraestrutura financeira migra cada vez mais para sistemas baseados em blockchain, a questão para plataformas que operam no Brasil não é mais se a liquidação on-chain é viável. É como fazê-la em moeda local, com a mesma velocidade e confiabilidade que empresas e usuários brasileiros já esperam.
O BRAt é a stablecoin em real brasileiro emitida pela Twin. Mantém paridade 1:1 com o real brasileiro (BRL) e funciona como camada de pagamento e liquidação para transações em moeda local dentro de sistemas financeiros baseados em blockchain.
O que significa paridade 1:1
Cada 1 BRAt representa 1 real brasileiro (BRL).
Essa paridade é mantida por meio de uma estrutura de reservas projetada para que o valor dos ativos que lastreiam o BRAt seja igual ou superior ao total de tokens em circulação.
Dentro da infraestrutura blockchain, o BRAt opera como uma camada de pagamento e liquidação para reais brasileiros.
O que lastreia o BRAt
Cada BRAt em circulação é lastreado por ativos financeiros verificáveis denominados em reais brasileiros ou indexados ao BRL.
Atualmente, o BRAt é lastreado pelo BRLA, uma stablecoin em BRL. A arquitetura de reservas foi projetada para se expandir ao longo do tempo, com capacidade de incorporar ativos adicionais de alta qualidade: BRL1, BRZ, USDC, USDT, reais brasileiros ou outros instrumentos denominados em BRL.
Essa flexibilidade permite otimizar a composição das reservas em termos de segurança e liquidez à medida que o mercado amadurece, sem afetar as integrações existentes.
A estrutura de reservas é documentada e pode ser verificada por meio de registros auditáveis.
Quem emite o BRAt
Gerenciamos a arquitetura de emissão, a estrutura de reservas e a infraestrutura on-chain que permite ao BRAt funcionar como stablecoin dentro de sistemas financeiros baseados em blockchain.
O BRAt é emitido na Base, uma rede rápida e de baixo custo desenvolvida para pagamentos e liquidações em tempo real.
O que uma stablecoin em moeda local possibilita
Uma stablecoin denominada em reais brasileiros permite que plataformas financeiras e usuários operem em moeda local dentro da infraestrutura blockchain.
Alguns dos principais casos de uso incluem:
- Pagamentos e transferências em reais brasileiros em redes blockchain.
- Pagamento e liquidação em tempo real para fluxos de alto volume: folha de pagamento, pagamentos a fornecedores, transferências internacionais.
- Troca entre stablecoins e ativos digitais.
- Pagamentos internacionais denominados em moeda local.
O BRAt é nativamente integrado ao Pix. Contrapartes podem enviar reais diretamente via Pix para emitir ou resgatar BRAt, conectando os trilhos de pagamento que o Brasil já utiliza à infraestrutura on-chain.
Onde acessar o BRAt
O BRAt está disponível atualmente por meio da Belo, integrado para todos os seus usuários na América Latina.
O BRAt também é tecnicamente compatível com protocolos DeFi. Plataformas e desenvolvedores podem integrar o BRAt a aplicações descentralizadas, viabilizando seu uso dentro do ecossistema on-chain mais amplo.
Por que stablecoins em moeda local são relevantes
As stablecoins em USD desempenham um papel importante no ecossistema cripto global. No entanto, muitos fluxos financeiros continuam sendo denominados em moedas locais.
Uma stablecoin em moeda local permite que essas transações operem diretamente na moeda doméstica dentro da infraestrutura blockchain, sem exigir conversão pelo dólar americano.
O BRAt faz parte do nosso pacote de stablecoins em moeda local para a América Latina: ARGt, BRAt, COLt, PERt. Uma camada de infraestrutura, uma integração, múltiplos mercados liquidados e pagos em moeda local.
Perguntas frequentes
O BRAt flutua como outras criptomoedas?Não. O BRAt é uma stablecoin projetada para manter paridade 1:1 com o real brasileiro por meio de uma estrutura lastreada em reservas.
Quem pode usar o BRAt?O BRAt pode ser utilizado por usuários por meio de plataformas que integram nossa infraestrutura. Isso inclui exchanges, carteiras, fintechs e protocolos que precisam operar em moeda local dentro de sistemas blockchain. O BRAt também está tecnicamente preparado para integração com protocolos DeFi e aplicações on-chain, sendo composável dentro do ecossistema descentralizado mais amplo.
Como o BRAt se diferencia do USDT ou do USDC?USDT e USDC são stablecoins denominadas em dólares americanos. O BRAt é denominado em reais brasileiros e permite que pagamentos e transações em moeda local operem diretamente na infraestrutura blockchain. Por essa razão, o BRAt e as stablecoins em USD geralmente cumprem papéis complementares dentro do ecossistema.
O BRAt pode ser usado para pagamentos fora do Brasil?Sim. Por existir em redes blockchain, o BRAt pode ser transferido entre endereços independentemente da localização geográfica, viabilizando pagamentos e transferências internacionais denominados em reais brasileiros.
O que é o Pix e como ele se conecta ao BRAt?O Pix é o sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, operado pelo Banco Central do Brasil. O BRAt é nativamente integrado ao Pix, o que significa que contrapartes podem enviar reais diretamente via Pix para emitir ou resgatar BRAt sem atrito na camada fiat.
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